Artigo “AFIRSE” – João Pessoa – Paraíba

Postado em 22 de fevereiro de 2010 por Projeto Safira | Nenhum comentário

PROJETO SAFIRA… E O BICHO PEGOU NA ESCOLA!

Rodrigo Fornalski Pedro1
1 Mestrando no Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Educação da Universidade Tuiuti do Paraná.

Celina Aparecida Dorigão Fritz
2 Professora – Escola Básica Municipal Dalmir Pedro Cubas – São Bento do Sul (SC).

fornalski.sbs@uol.com.br
celina@projetosafira.com.br

 

INTRODUÇÃO

Muito se discute nas escolas sobre as novas formas de planejamento, avaliação, de como se trabalhar com alunos com necessidades especiais, como tratar das dificuldades de aprendizagem, como “lidar” com a indisciplina, enfim, como fazer os alunos melhorem seu desempenho escolar.
Neste contexto, surge a necessidade de rever determinados conceitos e práticas. Por outro lado, se encontra inúmeras desculpas dos profissionais da educação, principalmente na rede Regular de Ensino, para a não efetivação deste compromisso. A fim de alcançar êxitos neste processo ensino-aprendizagem, o primeiro passo a ser dado é o repensar das práticas docentes em sala de aula.
Uma vez que tem como referência as diferentes crianças, com diferentes atitudes e desenvolvimentos cognitivos numa mesma sala de aula, é questionador o porquê dos professores insistir em ensinar o mesmo conteúdo, com a mesma metodologia para grupo diferentes de alunos.
Após conversas informais nos corredores e sala de professores, foi resolvido parar de encontrar desculpas para o não êxito do trabalho docente e pensar como agir de forma que os encontros com os alunos discorressem de forma harmônica, prazerosa e significativa. Surge então, ao final do ano de 2006 os primeiros pensamentos acerca de introduzir um cão na escola, para que servisse de uma ferramenta viva no cotidiano das crianças, onde pudessem explorar o conhecimento teórico e esboçar a satisfação nos momentos em que estes cães estivessem na sala de aula.
Há a consciência de que não seria fácil e que haveria deixar toda a prática vivenciada para trás e inovar. Era preciso fazer com que toda uma comunidade escolar tradicional, aceitasse cães na escola, trabalhando com as crianças efetivamente e tentar provar que era possível obter resultados com esta proposta.
Dessa necessidade de parar de apenas reclamar e de propor um diferencial na aprendizagem, surgiu o “Projeto Safira”: a idéia de desenvolver um projeto utilizando um cão como elemento/ferramenta pedagógica em atividades desenvolvidas com crianças de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.
O objetivo inicial é o de oferecer momentos diferenciados dos até então apresentados às crianças com a explicação teórica, e partir para elaboração de propostas que motivassem os alunos em aprender de forma diferente. Conhecendo os benefícios de terapias com animais à crianças com deficiências físicas ou cognitivas, pensou-se em aproveitar este momento para desenvolver propostas de trabalho no âmbito de uma Educação Assistida por Animais.
Educação sim, pois não se trata de tratamento ou terapia em que, além de gostos financeiros e atendimento individual, trabalharia apenas com um pequeno grupo. O objetivo era proporcionar uma ação conjunta, um trabalho em grupo, onde todos teriam a possibilidade de estar em contato com os cães, e a partir desses encontros, além dos conteúdos ou atividades formais, pudessem ter a liberdade de expressar seus sentimentos e afetividades.
As crianças, nesta faixa etária, dos 6 aos 10 anos, tem a afetividade como desencadeador emocional para o gosto do aprender. Isto é visto e comprovado, tendo neste universo de pesquisa crianças com dificuldades extremas tanto no seu cotidiano escolar quanto no âmbito familiar. Por ser uma comunidade carente, o desenvolver da afetividade através das propostas pode trazer à tona um novo olhar para as antigas atividades desenvolvidas na escola.
Desta forma, os professores tinham um plano inicial de ação: após a escolha do cão e seu efetivo adestramento, propor momentos onde as crianças tivessem a possibilidade e motivação de participar das aulas.
Assim, a escolha pelos animais das raças Labrador Retriever (Safira) e Golden Retriever (Donna) foi a mais adequada, uma vez que estudos já comprovaram a dedicação e obediência do cão para atividades programadas, como também o seu apreço por interagir com crianças e sua docilidade com elas.
Tão logo foi adquirido o cão, cujo nome é inspirador para a proposta do Projeto Safira, houve o cuidado de entrar em contato com órgãos municipais como a Vigilância Sanitária Municipal e Prefeitura – Secretaria de Educação para ver a possibilidade de sua aplicação.
Após o aceite, tanto da Vigilância Sanitária quanto da Secretaria de Educação, foi desenvolvido um estudo e produção de material escrito para registrá-lo junto ao Cartório de Registros e Títulos da cidade, atestando assim a sua existência.
A importância deste trabalho se justifica pelo comprometimento em definir formas diferenciadas de trabalho com turmas das Séries Inicias de Ensino Fundamental da Escola Regular, utilizando como ferramenta a presença e integração de um cão nas atividades pedagógicas inseridas no cotidiano das crianças.
Com a execução deste projeto será evidenciada a possibilidade de trabalho na escola, na promoção de integração na formação do cidadão que neste contexto descrevemos como criança.
A proposta se torna válida uma vez que levará è sociedade a sua contribuição gratuita aos alunos da E. B. M. Dalmir Pedro Cubas.
Cabe ressaltar neste momento, que tais crianças não são somente aquelas com deficiências físicas ou mentais, mas outros tipos, como as com dificuldades de aprendizagem e de relacionamento com seus professores, colegas e família.
O objetivo mestre deste trabalho é proporcionar o uso de instrumento diferenciado para melhorar a qualidade de vida escolar, elaborando técnicas para estimular os alunos com necessidades especiais e dificuldades de aprendizagem, assim como todos os alunos, a atingir maiores níveis de integração, melhorando a aprendizagem, bem como diminuindo comportamentos agressivos nos alunos no horário do recreio.
Ainda, como objetivos específicos em sua aplicação na escola, oferecer um meio de integração e socialização dos alunos; estimular a afetividade e o respeito e, por fim, criar uma metodologia de trabalho com a participação de um animal na escola, considerando este processo como um todo para a formação do cidadão (criança). Será que nós, seres humanos e ainda educadores, não somos mais capazes de desenvolver o despertar da afetividade de nossos alunos, necessitando de um cão para que isto se concretize no ambiente escola?
Ao final desta pesquisa e prática docente, que tem o seu término previsto para novembro de 2009, será possível verificar se foi conseguido promover melhor desempenho na vida escolar dos alunos da Escola Básica Municipal Dalmir Pedro Cubas, utilizando um animal como membro integrante e participativo na Escola. Também, observar onde o respeito e espírito de responsabilidade são trabalhados de forma mais efetiva, compartilhando experiências sociais.
Neste artigo teremos o prazer de apresentar o relato desta experiência que já existe a dois anos fazendo a realidade dos alunos de nossa escola.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 RESGATE TEÓRICO
Em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), que apresenta os objetivos básicos para a formação do cidadão (aluno), mostra que o desenvolvimento da capacidade de aprender vai além de métodos tendo como meios básicos capacitar o pleno domínio da leitura, escrita e do cálculo. O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem tem o objetivo da aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores que se tornam importantes, logo, o processo de envolver o aluno enquanto aprende é significativo, pois há uma interação entre o saber acadêmico e o vivenciar no cotidiano escolar, familiar e social.
Pertinente este apontamento inicial, o que nos faz refletir sobre o papel da escola na formação do aluno: não basta desenvolver os contextos cognitivos das crianças nas instituições escolares, mas sim dar condições para que possam desenvolver o que eles possuem de melhor, sua criticidade em fazer parte de uma sociedade que necessita urgentemente ser mais justa, fraterna e harmônica. O papel da escola, e as tarefas dos professores para seus alunos vão além, é uma arte que complementa o simples ler, escrever e calcular. Neste contexto, a proposta de estudo nestes últimos anos na E.B.M. Dalmir Pedro Cubas (São Bento do Sul – SC) pretende aprimorar as metodologias atualmente aplicadas na prática didática com a inserção de um cão devidamente treinado e preparado para poder auxiliar em novas formas de construção do conhecimento significativo.
Impossível admitir um trabalho pedagógico de excelência ao pensar apenas no desenvolvimento cognitivo, pois tanto para o professor, quanto para o aluno, as inteligências emocional, interpessoal, intrapessoal também é de grande importância neste processo, como comprova estudos científicos realizados por GARDNER3 sobre as Inteligências Múltiplas em sala de aula.

3 HOWARD GARDNER: professor adjunto de neurologia na Boston School of Medicine e de psicologia na Harward University. Primeiro americano a receber o premio Grawemeyer em Educação. Tornou-se conhecido pela sua Teoria das Inteligências Múltiplas.
4 THOMAS ARMSTRONG especialista em educação, discípulo de Gardner, onde tem seus estudos baseados nas Teorias das Inteligências Múltiplas, desenvolvido em 1993.
ARMSTRONG4 (2000), direciona os seus estudos sobre Inteligências Múltiplas, levando o corpo docente a (re)pensar a prática, oferecendo diferentes meios, simples porém eficazes, para a formação do conhecimento dos educandos.
A presença de um cão na Escola, aliado a metodologias diferenciadas de trabalho que já são comuns no cotidiano escolar em disciplinas isoladas, faz que as crianças olhem com outros olhos os conteúdos acadêmicos conseguindo contextualizar as informações recebidas com a prática que lhes são, em muitas vezes, abandonadas por falta de recursos ou descaso dos próprios docentes.
Um trabalho utilizando o cão no ambiente escolar, conforme apresenta este projeto, é pioneiro por apresentar a proposta de trabalho integral com o cão como uma ferramenta que permanece na escola e não apenas faz visitas esporádicas para momentos de “diversão” como no trabalho voluntário.
Sendo assim, o trabalho desenvolvido com as crianças das séries iniciais abrange o compromisso de oferecer momentos de aprendizagem significativa, gratuitamente e em grande escala – pois acaba por envolver toda uma comunidade escolar – e não como Terapia Alternativa, mas sim como auxiliar de um trabalho fundamentado metodológico e pedagógico.

2.2 METODOLOGIA

Ao criar o projeto houve o cuidado de explicitar os anseios das propostas do Projeto Safira, assim como o de registrá-lo para garantir a propriedade intelectual deste estudo.
Desta forma, o primeiro contato com o cão (neste momento apenas o labrador) foi dado em 2007, durante o período do recreio e em pequenas visitas nas salas de aula. Isto ocorreu por haver a necessidade de tanto o cão, quanto as crianças, se acostumarem com este novo processo no dia-a-dia escolar.
A seguir, foi solicitado aos professores a indicação de alunos que apresentavam algum tipo de dificuldade em sala de aula, para que pudessem com a parceria do Núcleo de Psicologia da Universidade do Contestado, de Mafra/SC, acompanhar estas crianças e, caso houvesse a necessidade, encaminhá-las para especialistas específicos.
Este momento foi importante, pois contribuiu para a seleção de alunos que posteriormente passaram por uma bateria de testes psico-educacionais desenvolvidos pela equipe de colaboradores do Núcleo de Psicologia da Universidade do Contestado de Mafra (SC).
Estes alunos foram encaminhados para avaliação por especialistas da Rede Municipal de Saúde (neuropediatra, fonoaudiólogo, oftalmologista, psiquiatra e psicólogo) para, num primeiro momento, avaliar a necessidade de tratamento e assim, para aqueles que comprovaram a necessidade de atendimento, serem acompanhados com novas consultas; estas sob responsabilidade da Secretaria de Saúde Municipal. Este fase foi importante, foi possível ter uma visão mais específica quanto às necessidades surgidas com estes procedimentos.
Mesmo estes alunos sendo encaminhados aos profissionais competentes, em sala de aula, durante as atividades com o Projeto Safira, as crianças trabalham em conjunto com os demais alunos da turma, sendo apenas direcionado, quando necessário, a intervenção segundo as orientações dos especialistas.
A cada trimestre acontece um relatório das atividades desenvolvidas, bem como os resultados alcançados até o presente momento que contemplam os objetivos desta proposta.
O primeiro cão a participar deste período foi o Labrador (Safira), que durante três meses freqüentava a escola em período integral, fazendo visitas nas salas quando convidado pelas professoras, ou ainda no horário do recreio no pátio escolar. Após um ano este mesmo trabalho foi desenvolvido com o Golden Retriever (Donna), visto que chegou como doação de um empresário da cidade de Jaraguá do Sul ao Projeto Safira quando teve a oportunidade de conhecer as propostas que tínhamos para a escola.
As experiências nestes dois momentos foram marcantes, a primeira vista de espanto, mas após expor aos pais da escola quais eram os objetivos do trabalho com os cães, recolher as autorizações para que pudéssemos trabalhar e poder registrar através de fotos e vídeos as atividades, todas as dúvidas foram respondidas e hoje são parceiros de nosso trabalho com seus filhos.

2.3 RESULTADOS

Os cães permanecem na escola durante três dias semanais, além das atividades com as aulas de Educação Física, também são requisitadas para o desenvolvimento de outras atividades em sala de aula com os professores regentes.
No horário do intervalo para o recreio das crianças verificou-se neste período a diminuição de brigas e brincadeiras de mau gosto por parte dos alunos com seus colegas, sendo os cães motivo para que: o pátio permaneça limpo sem a presença de papéis, plásticos ou cascas de frutas, uma vez que há a preocupação das crianças no caso dos cães ingerirem, sem querer, tais resíduos; os alunos respeitam-se mutuamente, passeando com os cães com supervisão dos professores, desenvolvendo a sua criatividade investigativa no caso das crianças menores em suas comparações entre os dois cães. Ainda, a preocupação com a higiene, uma vez que são os alunos os responsáveis em lavar as mãos antes das refeições e após interagirem com os cães livremente.
Nas aulas regulares, houveram projetos significativos na escola quando utilizaram os cães como fonte de pesquisa e estudos em conteúdos tradicionais na sala de aula. Um destes momentos marcantes foi o projeto desenvolvido com as professoras Nadia Rejiane de Borba e Eliane Siomara Brand, onde as crianças puderam desenvolveram poesias, acrósticos, leitura de textos sobre os cães, músicas e, por fim, realizaram as suas produções textuais. Com isto as crianças interagiram diretamente com o objeto de sua pesquisa (coletaram informações com os responsáveis pelo cão, pesquisaram em livros, mantiveram contato direto com a Safira, tanto em sala de aula como na hora do recreio). Outro, o projeto escolar desenvolvido pela professora Maristela Neumann e Maria Íris S. Reichardt, cujo tema de estudo foi “Os relacionamentos dependem dos sentimentos?”. Este projeto contou, ainda, com a visita da responsável pelos cuidados médicos dos cães, Dr. Claudia Rawietsch em momentos que chamamos da “roda de conversa”.
Os alunos das séries finais, também foram beneficiados com a presença da Safira, conforme proposta apresentada pelo prof. Oilson Muhlmann, que desenvolveu durante seis meses os conteúdos da disciplina de matemática com seus alunos de 5ª e 6ª séries, utilizando o cão como objeto de estudo. Os temas trabalhados neste momento envolveram os conceitos de pesos e medidas, e como Safira estava em desenvolvimento, as medidas e comparações deram subsídio para o desenvolvimento de cálculos matemáticos, pesquisas e criação de gráficos segundo a sua evolução.
Atualmente, nas aulas de Educação Física é o momento mais presente das atividades das crianças com os cães, graças ao trabalho conjunto dos professores Fabíola Müeller Hilgenstieler e Márcio da Cruz que desenvolvem seus trabalhos com todas as turmas de 1º ao 5º ano, programando atividades de desenvolvimento motor, coordenação, jogos e brincadeiras com Safira e Donna durante os anos de 2008 e 2009.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Do período em que o Projeto Safira iniciou suas atividades até o presente momento muitas foram as mudanças no comportamento dos alunos e professores da escola.
Os objetivos iniciais estão constatados no percurso desta caminhada desde o aparecimento dos cães na escola no período de adaptação, onde as crianças puderam demonstrar o seu interesse e alegria ao saber que participariam de atividades diferenciadas das vividas em sala de aula.
O cuidado demonstrado pelas crianças em realizar as atividades conseguiram dar um novo ar para a relação ensino-aprendizagem, isto constatado pelo desempenho escolar dos alunos que a dois anos e meio estão inseridos neste processo.
No horário do intervalo das crianças é o momento em que nota-se claramente o carinho dos alunos pelos cães, e também o respeito pelos outros colegas que querem chegar mais perto, acariciar, e em algumas situações até conversar. O pátio da escola ao final do recreio permanece limpo, e as crianças que ficam em contato com Safira e Donna lembram-se dos cuidados que necessitam ter com a sua higiene antes de retornar para a sala de aula.
Os alunos menores também demonstram sua sensível característica de observadoras, em comentários onde comparam as características dos cães, suas diferenças e suas particularidades. É um momento de descobertas naturais, sempre mediadas pelos professores que permanecem acompanhando o intervalo das crianças junto com os animais.
As crianças que tiveram a oportunidade oferecida por seus professores de ter a presença do cão em outros projetos na sua sala de aula corresponderam aos objetivos das respectivas atividades demonstrando sua alegria e motivação com os temas de estudo ou das propostas pelos professores.
O trabalho desenvolvido na disciplina de matemática com o professor Oilson foi, até o momento, a mais marcante fato que se destacou por ser um trabalho seqüencial e de pesquisa a partir do tema “pesos e medidas” em que Safira permaneceu em todas as aulas de matemática acompanhando os trabalhos e sendo fonte de pesquisa e estudo.
Nas aulas de Educação Física, com a professora Fabíola e Márcio, o circuito realizado pelas crianças, após os cães percorrerem os obstáculos, foi evidente a motivação e desejo de conseguir também fazê-lo, como se fosse um desafio proposto aos alunos, onde brincando, puderam desenvolver suas habilidades motoras e de relacionamento com os outros jogos propostos pela professora.
Assim, os próximos estudos serão realizados acerca do desempenho nas atividades em sala de aula e em seus comportamentos com professores e colegas de turma, temas estes também trabalhados quando da presença dos cães nas propostas dos professores. Pretende-se finalizar este estudo retomando com os pareceres pedagógicos dos professores quanto às mudanças sofridas pelos alunos e a avaliação dos alunos quanto das atividades que realizaram, indicando as suas considerações como Projeto. Estas informações serão importantes para que a edição do livro, que é a proposta de finalização deste estudo, seja subsidiada com análises mais precisas possíveis.

REFERÊNCIAS
ARMSTRONG, Thomas. Inteligências Múltiplas na Sala de Aula. Porto Alegre, Artmed, 2000. 11
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (LDBEN 9394/96). Lei de 20 de dezembro de 1996. Brasília: MEC, 1996.


O Projeto Safira

Postado em 29 de janeiro de 2010 por Projeto Safira | (1) Comentário
Projeto Safira

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A presença de um cão na Escola, aliado a metodologias diferenciadas de trabalho que já são comuns no cotidiano escolar em disciplinas isoladas, faz com que as crianças olhem com outros olhos os conteúdos acadêmicos conseguindo contextualizar as informações recebidas com a prática que lhes é, em muitas vezes, abandonadas por falta de recursos.
Um trabalho utilizando o cão no ambiente escolar, conforme apresenta este projeto, é pioneiro uma vez que se apresenta a proposta de trabalhar integralmente com o cão como uma ferramenta que permanece na escola e não apenas faz visitas esporádicas para momentos de “diversão” como trabalho voluntário. Não se trata de Terapia Assistida por Animais e sim de EDUCAÇÃO ASSISTIDA POR ANIMAIS.
Em países Europeus, como a Inglaterra, França e Bélgica existem projetos de terapia em escolas utilizando cães, porém, o grande diferencial está na visão de utilizá-lo como Terapia para grupos de pessoas com excelente renda e com cultura extremamente diferente da nossa.
Aqui, este cão servirá como mais um meio no auxilio de criar formas de trabalhos diferenciados com as crianças, gratuitamente, em grande escala – uma vez que trabalhará com toda a comunidade escolar – e não como Terapia Alternativa, mas sim como auxiliar de um trabalho fundamentado metodológico e pedagógico.



A presença de um cão na escola, aliado a metodologias diferenciadas de trabalho que já são comuns no cotidiano escolar em disciplinas isoladas, faz com que as crianças olhem com outros olhos os conteúdos acadêmicos conseguindo contextualizar as informações recebidas com a prática que lhes é, em muitas vezes, abandonadas por falta de recursos.

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